quinta-feira, 22 de junho de 2017

Festa para Xangô


Sexta-feira, dia 23 de junho, às 19 horas, Festa para Xangô no Ibó Silé Obá Kosso (Pai Luiz de Xangô) – Rua Bela Vista, Alto de Petrópolis – Natal, Rn.
Sábado, dia 24 de junho, às 18 horas, Festejos aos orixás Xangô e Yansan na Casa das Águas (Pai José Maria) – Rua Josivaldo Gomes 498, Loteamento Novo Horizonte, Pajuçara – Natal, Rn.
Domingo, dia 25 de junho, as 16h30, Toque dos orixás em homenagem a Xangô no Ylê Axé Ogunjá (Pai Alex Santos) – Rua Planície do Potengi, 297, Loteamento Parque da Floresta, Pajuçara – Natal, Rn.  

Sueli Carneiro – Prêmio Itaú Cultural 30 Anos


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Prêmio


Como parte da programação comemorativa aos 30 anos de atividades do Instituto Cultural Itaú, o Prêmio Itaú Cultural 30 Anos foi entregue a dez pessoas e coletivos que, ao longo das últimas três décadas, intervieram significativamente na vida artística e cultural do Brasil. Com trajetórias que não se limitam a áreas de atuação específicas, os nomes levantados pela comissão de seleção do prêmio foram contemplados em cinco categorias:

APRENDER [ações na área de educação além da escola formal]
Contemplados: Ana Mae Barbosa e Mestre Meia-Noite (Gilson Santana)
CRIAR [artistas-criadores com trajetória de extrema relevância entre 1987 e 2017]
Contemplados: Lia Rodrigues e Véio (Cícero Alves dos Santos)
EXPERIMENTAR [pesquisas que impulsionaram transformações de linguagens artísticas e culturais]
Contemplados: Hermeto Pascoal e Teatro da Vertigem
INSPIRAR [pensadores que transformaram e que inspiram seguidores até hoje]
Contempladas: Eliana Sousa Silva e Niède Guidon
MOBILIZAR [líderes que inspiram mudanças; com sua trajetória e coerência provocaram alterações, revisões, reflexões, transformações]
Contemplados: Davi Kopenawa e Sueli Carneiro

Ana Mae Barbosa – Prêmio Itaú Cultural 30 Anos


terça-feira, 20 de junho de 2017

Revista

Revista Contemporânea de Antropologia
UFF
http://www.revistas.uff.br/index.php/antropolitica 

 

Livro


As manifestações culturais tradicionais e populares e as possibilidades criativas de 22 bairros de Natal estão reunidas no livro Patrimônio Cultural e Imaterial de Natal, lançado recentemente, sob o patrocínio do SEBRAE RN e Prefeitura de Natal-FUNCARTE.
O livro faz um mapeamento do patrimônio cultural e imaterial da cidade, que vai além do registro documental de bens e elementos simbólicos que dão identidade à cidade. Elaborado desde 2011, tem 284 páginas e está dividido em quatro sequências, tratando da história de cada bairro, informações e estatísticas sobre os ofícios desenvolvidos na localidade, assim como a relação dos bens. A parte de patrimônio imaterial local destaca os lugares, as expressões e celebrações, além de um quadro sintético das festas que ocorrem na cidade.

Foto: Alex Régis

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Tese de Doutorado


Trânsitos, saberes e tradições:
Identidade, mercado religioso e transações de conhecimento em um terreiro de candomblé na cidade de João Pessoa.

João Paulo da Silva

Orientadora: Dra. Maria Lúcia Bastos Alves (UFRN-PPGCS)
Participantes da banca de avaliação: Dr. Adriano de León (UFPB), Dra. Maristela oliveira de Andrade (UFPB), Dra. Julie Cavignac (UFRN) e Dr. Luiz Assunção (UFRN).  
RESUMO:
O presente trabalho teve como objetivo entender como se estabeleciam trajetórias religiosas frente aos processos de transformação e mudança que nas últimas décadas têm caracterizado o campo afro-religioso brasileiro, em especial através da inserção do candomblé na arena política e os efeitos dessa inserção em projetos de “reafricanização” de terreiros. O esforço empreendido foi de natureza qualitativa, com vistas à construção de uma narrativa etnográfica capaz de entrever as linhas de fuga, tensão as práticas de enunciação e os deslizes entre sentidos acionados por sacerdotes e adeptos na forma como entendiam suas experiências. O lócus de pesquisa foi o Ilê Asè Opô Omidewá, um dos terreiros de candomblé mais prestigiados de João Pessoa, liderado por Mãe Lúcia de Omidewá. No seu processo de remissão estética, política e ritual à África, o Ilê Asè Opô Omidewá havia produzido uma economia linguística ambivalente para lidar com aspectos materiais e simbólicos que ordenavam a coerência das práticas religiosas às demandas dos mercados e clientes que garantiam sua atratividade e persistência. A pesquisa mostrou como era particularmente potente discutir como ideias relativas à autenticidade e à tradição embutidas no processo de “reafricanização” eram polissêmicas e constituídas em um espaço semântico marcado por percepções ambivalentes e conflituosas sobre transformação, conservação, reiteração e identidades.  

Dia: 21 de junho de 2017
Horário: 14 horas
Local: UFRN, Auditório do CCHLA (térreo)

segunda-feira, 12 de junho de 2017

RAM 2017


XII Reunião de Antropologia do MERCOSUL

Grupo de Trabalho
Etnografias do pós-colonialismo: aportes desde a antropologia 

José Maria da Silva - Universidade Federal do Amapá
jmsilva.mcp@gmail.com

Ladislao Landa Vasquez - Universidade Federal da Integração Latino-Americana
 
Resumo
Diversos autores têm evidenciado em seus estudos a pertinência do pós-colonial na América Latina. Tais análises indicam que representações, estereótipos e hierarquias geradas no período colonial nessa região se apresentam em estruturas sociais modernas e contemporâneas, estabelecendo novas formas de poder. Tais estudos têm inspirado novas abordagens sobre a pós-colonialidade em diferentes disciplinas das ciências humanas, inclusive na antropologia. A perspectiva de avanço em estudos antropológicos sobre essa temática – atual e inovadora – justifica a proposta deste GT. Além disso, busca-se ampliar o horizonte de pesquisa antropológica nessa área, com a perspectiva etnográfica sobre a América Latina, em particular na região sul-americana. 

A proposta deste GT Pretende indagar de que modo representações e relações de poder coloniais estabelecem hierarquias e mecanismos de subalternidades na contemporaneidade latino-americana. Assim, as questões fundamentais a levantar são: como a antropologia latino-americana se apresenta no debate pós-colonial? Quais são os aportes dos antropólogos latino-americanos nas questões da pós-colonialidade? É possível identificar processos de decolonialidade na América Latina?

O GT pretende congregar trabalhos etnográficos e analíticos que apresentem contribuições antropológicas aos estudos pós-coloniais. Interessa a este GT análises sobre formas de representações de alteridades e hierarquias sociais derivadas do colonialismo, análises sobre raças e grupos étnicos no âmbito do Estado-nação, a pertinência da mestiçagem, questões de gênero, modos de conhecimento e suas configurações no campo pós-colonial. Os estudos antropológicos podem ter como fonte de análises as expressões das artes de um modo geral – representações na literatura, no cinema, entre outros –, bem como das relações sociais concretas nas quais se apresentam relações de alteridades, com estereótipos, discriminações, subordinações e violências como meios de dominação e de poder. No âmbito da globalização, por exemplo, o circuito do turismo internacional é um dos fenômenos sociais contemporâneos que coloca pessoas de diferentes modos de vida em contato, estabelecendo na maioria das vezes discursos exotizantes (pautados em estereótipos) sobre o Outro – indígenas, camponeses e populações tradicionais de um modo geral. Tais discursos, na maioria das vezes, redimensionam nos dias atuais o exotismo colonial na exploração de imagens e discursos sobre populações nativas da América Latina. Não obstante, o GT pretende receber contribuições etnográficas sobre as mais diferentes formas de relações e representações que colocam em questão as perspectivas coloniais e decoloniais na América Latina – em especial nos países da América do Sul.

domingo, 11 de junho de 2017

Disciplina PPGCS-UFRN


UFRN – PPGCS

Disciplina: A antropologia de Victor Turner

Carga horária: 30 horas 

PROPOSTA

A disciplina pretende refletir sobre a antropologia produzida por Victor Turner, em sua primeira fase de estudos, tendo como referência alguns conceitos centrais destacados pelo autor, como símbolo ritual, drama social, liminaridade e communitas.  

Bibliografia básica:  

VAN GENNEP, Arnold. Os Ritos de Passagem. Petrópolis: Vozes, 2011.  

TURNER, Victor. Floresta de Símbolos: Aspectos do Ritual Ndembu. Niterói: Editora da Universidade Federal Fluminense, 2005.  

TURNER, Victor. O Processo Ritual: estrutura e antiestrutura. Petrópolis: Vozes, 2013.  

TURNER, Victor. Dramas, Campos e Metáforas: Ação simbólica na sociedade humana. Niterói: Editora da Universidade Federal Fluminense, 2008.

CAVALCANTI, Maria Laura V. C. Drama social, notas sobre um tema de Victor Turner. Cadernos de Campo, São Paulo, n. 16, ano 16, p. 127-138, dezembro. 2007.

DAWSEY, John. Victor Turner e a antropologia da experiência. Cadernos de Campo, São Paulo, n. 13, ano 14, p. 163-176, 2005.

 

sábado, 10 de junho de 2017

As árvores me começam


As árvores me começam: o mundo por Manoel de Barros é o título do livro de Kelson Oliveira, publicado recentemente na cidade de Fortaleza (CE), fruto de sua tese de doutorado, defendida no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFRN. Em sua trajetória, é bom registrar, o trabalho de Kelson Oliveira, conta com as premiações de Bolsa de Fomento à Literatura da Fundação Biblioteca Nacional e Ministério da Cultura (2014) e Edital Ceará de Incentivo às Artes (2015).
Na tentativa de deixar claro para o leitor a proposta do livro, o autor escreveu: “A leitura da obra de Manoel de Barros por um prisma antropológico e histórico, buscando compreender dimensões de criação literária na entrelaçada rede da experiência social, levou-me a identificar nela a presença muito constante de certos valores e ideias sobre a vida, a sociedade, a poesia, o ser humano e o mundo. Tudo isso, em conjunto, terminou por me fazer enxergar nessa poética a presença de uma ampla reflexão acerca da sociedade contemporânea. Há, portanto, na obra poética de Manoel uma visão, uma interpretação, um pensar sobre o mundo. E em que consiste este pensar? Como é o mundo pelo olhar de Manoel de Barros, o mundo por Manoel de Barros? Este livro procura dialogar com essas e outras questões”.

Dissertação de Mestrado

Islã, migração e tecnologias digitais: reflexões sobre a Muridiyya transnacional a partir de Caxias do Sul (RS)

Oriana Concha Diaz
Orientadora: Dra. Eliane Tania Martins de Freitas

RESUMO: O Brasil surgiu recentemente como uma meta migratória privilegiada para muitos senegaleses adeptos da confraria islâmica sufi Muridiyya. O objetivo desta pesquisa é o de indagar as dinâmicas de difusão transnacional da Muridiyya, com um olhar atento ao consumo das Tecnologias da Informação e Comunicação por parte de seus adeptos na diáspora. Nesse intuito, veremos como os fluxos transnacionais de dinheiro, objetos e informações contribuem para os processos de construção do pertencimento e para os projetos de mundialização que animam o desenvolvimento da confraria. Se, por um lado, o capitalismo tecnológico tende a favorecer os poderes estabelecidos, abrindo maiores espaços para as culturas dominantes, por outro lado, podemos individuar iniciativas intersticiais através das quais agentes e grupos subalternos apropriam-se do instrumental tecnológico, criando espaços próprios de interação e ação. Enfocando a pesquisa na dimensão do pertencimento religioso, procura-se também evidenciar a pluralidade das práticas da fé islâmica, no intuito de desconstruir a representação monolítica do islã transmitida pela grande mídia.

Dia: 13 de junho de 2017
Horário: 09:00h
Local: Laboratório de Antropologia – CCHLA – UFRN

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Audiência Pública


Monografia


A yalorixá Luciene (Francisca Luciene da Silva) apresentou e defendeu, com sucesso, em sessão pública, a monografiaRelato de experiência: menina do campo, mãe de santo, professora de ensino religioso em formação, idas e vindas na diversidade”, no curso de graduação em Ciências da Religião, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Natal, Rn), sob a orientação da professora Dra. Araceli Sobreira Benevides.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Mãe Beata de Iyemonjá


Mãe Beata de Iyemonjá (1931-2017), Beatriz Moreira Costa, religiosa e importante liderança do candomblé brasileiro. Presença permanente em defesa da religião, do diálogo inter-religioso e dos direitos sociais. Combateu permanentemente a intolerância e o preconceito. Que seu exemplo de vida não seja esquecido.

sábado, 27 de maio de 2017

Orixás em quadrinhos




O quadrinista Hugo Canuto vem se dedicando ao projeto “Contos dos Orixás”, uma série que recria as histórias dos mitos iorubás com o visual pop dos gibis de heróis. A proposta pretende trazer diversidade para o universo dos quadrinhos e quebrar preconceitos sobre a cultura afro-brasileira.
Fonte: Revista Trip.série que recria as histórias dos mitos iorubás com o visual pop dos gibis ista Hugo Canuto largou a vida de arquiteto para se dedicar aos "Contos dos Orixás", série que recria as histórias dos mitos iorubás com o visual pop dos gibis de heróis. Com lançamento previsto para agosto, o projeto, que já soma admiradores nas redes sociais, pretende trazer diversidade para o universo dos quadrinhos e quebrar preconceitos sobre a cultura afro-brasileira.

largou a vida de arquiteto para se dedicar aos "Contos dos Orixás", série que recria as histórias dos mitos iorubás com o visual pop dos gibis de

quinta-feira, 25 de maio de 2017

terça-feira, 23 de maio de 2017

Revista Sociedade e Religião


“Quimbanda em Argentina” é o nome do artigo que está no último número da Revista Sociedad y Religion, disponível na internet através do link:
http://www.ceil-conicet.gov.ar/ojs/index.php/sociedadyreligion/issue/view/9/showToc

terça-feira, 16 de maio de 2017

Demarcação Já!



O desmonte das políticas governamentais voltadas para inclusão social, melhoria das condições de vida e conquista de direitos, em curso no contexto atual, tem atingido diferentes grupos sociais, sem exceção. A posição assumida pelo governo brasileiro em relação à política indigenista e aos direitos reconhecidos aos povos indígenas desde a Constituição de 1988, é um dos muitos exemplos que podem ser citados    

domingo, 14 de maio de 2017

DOCUMENTÁRIO "EU NÃO SOU SEU NEGRO" CHEGA AO BRASIL




Eu Não Sou Seu Negro baseia-se no manuscrito que descreve as relações étnicas durante a luta dos direitos civis pelos negros nos Estados Unidos com enfoque na morte dos seus principais ícones: Medgar Evers, Malcom X e Martin Luther King. O documentário foi dirigido pelo haitiano Raoul Peck, a partir do manuscrito “Remember This House”, do escritor James Baldwin.

Mulher, negra, marisqueira, mãe: exemplo de resistência

Dona Terezinha de Jesus, 84 anos, negra, pescadora e marisqueira na comunidade de Porto do Mangue, é homenageada pelo artista potiguar Guaraci Gabriel, com uma escultura em aço inox, com cinco metros de altura, fixada em frente à casa da homenageada, na praia de Rio das Conchas, em Porto do Mangue (RN). 
 
Foto: Jornal Tribuna do Norte (Natal, RN)
 

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Solidariedade com o Brasil


Por onde andei

 ZUMAYA, pueblo do País Basco
 


 A língua basca presente nos anúncios públicos  
 
 A paisagem: entre montanhas e o mar
 


 Um rio entre as montanhas e o mar

 "Pintxos", uma comida em miniatura, comum em toda área pesqueira. 


Entre montanhas e o mar


Dias de estradas, outros lugares, conhecimentos, aprendizagens. Um retorno repleto de imagens, palavras, sons e muitas ideias para serem pensadas, refletidas.

Estive durante alguns dias na região do País Basco com a intenção de conversar com migrantes potiguares sobre o seu cotidiano e práticas religiosas. O resultado foi além, pela oportunidade da convivência diária em suas casas, saber da vida e de suas histórias; conhecer o trabalho, a relação com os serviços públicos ofertados, a rede social construída. Mas, também, a oportunidade de conhecer a beleza de uma terra entre montanhas e o mar, e, as pessoas, com as quais tive o prazer de aprender um pouco da história do lugar, dos acontecimentos. Sentir a força da palavra (e dos sentimentos) que brota de cada um quando se expressa sobre seu mundo, sua cultura, não tenho como descrever, apenas sentir.    

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Percursos religiosos


Malas prontas para uma nova viagem. Dessa vez, dentro de poucas horas, viajo para a região conhecida como País Basco (Espanha), a fim de realizar entrevistas com potiguares, iniciadas na jurema, que vivem atualmente nesta região. Alguns dias de pesquisa para começar entender o fluxo (e certos percursos) de práticas religiosas.  
 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Brasil: o grande salto para trás


O documentário “Brasil: o grande salto para trás”, transmitido pela TV franco-alemã, mostra quem foram os políticos que, há um ano, votaram pela abertura do processo de impeachment na Câmara dos Deputados e mudaram o destino do Brasil. O filme traça um perfil desses principais atores – pessoas ligadas a empresas, grandes fazendeiros, conservadores e corruptos, ao mesmo tempo em que aponta um triste destino para o país.  

O filme é dirigido pelas francesas Frédérique Zingaro e Mathilde Bonnassieux com narração do ator brasileiro Duvivier.  

Ver matéria em: www.brasil247.com;
 

Para ver o documentário acesse o link:
http://info.arte.tv/fr/film-bresil-le-grand-bond-en-arriere

terça-feira, 18 de abril de 2017

Comer com os espíritos


Comer com os espíritos: ofertas, partilhas e cuidados na umbanda no Brasil e Portugal é o título de um livro publicado recentemente em Paris, escrito por Jorge P. Santiago e Marina Rougeon, professores da Universidade de Lyon (França), resultado de pesquisas realizadas em terreiros de umbanda localizados nas cidades de Rio de Janeiro e Póvoa de Lanhoso (Portugal). 

Alimentação é o tema central do estudo, assim como as relações entre religião e alimentação e os processos de transnacionalização. Ao longo do texto, os autores abordam questões sobre as experiências nutritivas e condutas alimentares na umbanda, a prática religiosa do alimentar os espíritos, a relação nutritiva entre espíritos e humanos, alimentar e curar, alimentação e sociabilidade.   
 
  

quarta-feira, 12 de abril de 2017

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Camille Claudel




Recentemente foi inaugurado um museu dedicado à obra da escultora Camille Claudel. Localizado na casa da família, em Nogent-sur-Seine, a pouco mais de cem quilômetros de Paris, o Museu expõe as principais peças da artista, que inclui esculturas, desenhos e moldes de gesso, cobrindo um período de produção artística que vai de 1882 a 1905.  

Camille Claudel morre no ano de 1943, aos 78 anos de idade.

Placa fixada na fachada do prédio onde morou a artista em Paris.

 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Imaginário e diálogo inter-religioso


Horizonte – Revista da PUC Minas, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, acaba de publicar seu mais novo número: Dossiê “Imaginário e diálogo inter-religioso”, que pode ser acessado através do link:
http://periodicos.pucminas.br/index.php/horizonte/issue/view/871/showToc

5 livros de literatura africana contemporânea

5 livros de literatura africana contemporânea: Professora de filosofia da USP, Maria das Graças de Souza indica cinco livros de literatura africana contemporânea

quinta-feira, 30 de março de 2017

domingo, 26 de março de 2017

Salão do Livro de Paris



Conhecer o Salão do Livro de Paris e poder circular por stands de países de diferentes partes do mundo foi uma grande experiência. Marrocos é o país homenageado do salão e tem destaque na programação. O Brasil está presente com um pequeno stand e ausência de muitos nomes de nossa literatura. O continente africano expõe material de vários países e um concorrido espaço para apresentação de comunicações. O mesmo acontece com a representação da França por meio de suas regiões, dos países do mundo árabe e o leste europeu, entre outros. Mas o que mais me chamou atenção foi o destaque para a literatura destinada ao público jovem, adolescente. Além de um espaço bastante grande, com todo tipo de produção literária, conta com um público intenso e movimentado, presente em filas para autógrafos, nos ateliers e nos espaços de diálogos com os escrit@res. Ao observar aquela efervescência não posso deixar de pensar em nossa realidade potiguar, marcada pela distância do jovem em relação ao conhecimento literário, como também a ausência de políticas culturais específicas, como o exemplo da Biblioteca Pública do Estado, eternamente fechada.      


sábado, 25 de março de 2017

Espaços públicos urbanos


O Colóquio Internacional Villes em représentation: expressivités de l’espace public, reuniu nesses últimos dois dias, na Universidade de Paris Nanterre, professores e pesquisadores para refletir sobre o espaço público urbano como espaço de representação política, social e cultural. 
Os trabalhos apresentados abarcaram questões em contextos específicos de metrópoles, demonstrando a expressividade da política, da religião, esporte, cultura, artes, etc., permeados por diálogos conceituais com a antropologia, sociologia, política, história.
Foi possível conhecer pesquisas e trabalhos de campo sobre as expressões da política nas pinturas murais de Téheran (Iran), Tunísia e Montevideo (Uruguai); a transformação urbana em metrópoles como Lisboa, Líbano e Emirados Árabes; imaginário e representação entre jovens em contextos urbanos e periferia em Tokyo, Honolulu e Guadalupe; a presença do islamismo e da igreja evangélica em cidades como Paris, Strasbourg e Rio de Janeiro; festas comemorativas como expressão política em Paris e Líbano; a criação artística urbana de Françoise Scheine, Stefan Shankland (Atelier TRANS 305),Ernest Pignon-Ernest.

 

quarta-feira, 22 de março de 2017

Cine Latino


Está acontecendo na cidade de Toulouse (França) o Festival de Cinema – Cinélatino, cujo foco central as principais questões e contrastes da América Latina.  O Brasil está representando na seção competitiva com os filmes “Era o Hotel Cambridge”, de Eliane Caffé, e “Não devore meu coração”, de Felipe Bragança. Uma sessão especial será dedicada ao filme brasileiro “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho.
O Festival presta homenagem ao “Caliwood”, movimento de vanguarda colombiano da década de 1970.
 

terça-feira, 21 de março de 2017

Colóquio sobre a cidade e o espaço público


Fonte: Institut Interdisciplinaire d'anthropologie du contemporain
http://www.iiac.cnrs.fr/

sábado, 18 de março de 2017

Rio Sena


Final da tarde dessa sexta feira. O rio Sena corre magestoso pela cidade de Paris. Apesar do frio que ainda teima em ficar, as pessoas caminhavam, alegres por sua margem, como que comemorando alguma coisa que não sei bem o que é. Mas, posso entender o que é comemorar o rio São Francisco correndo pelas terras secas do Nordeste. 

quinta-feira, 16 de março de 2017

Sacerdócio de Ifá


Babá Boni, reconhecido sacerdote do candomblé em Natal, está promovendo a realização do Curso de Ifá. Ifá é o nome dado ao oráculo africano. É o sistema divinatório entre os Yorubás da Nigéria. No Brasil, essa prática acontece no candomblé, através do chamado culto de Ifá, um dos seus mais importantes cultos. O contato de Babá Boni para maiores detalhes é 84-98359084.

terça-feira, 14 de março de 2017

Oferenda para a Cabocla


Oferenda para a Cabocla” e outros textos você pode ler na Revista Novos Debates, uma publicação da Associação Brasileira de Antropologia.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Antropologia no museu



Realizado no Museu Quai Branly Jacques Chirac (Paris), 11 e 12 de março, um encontro de etnologia com vasta programação que incluiu conferências, comunicações de pesquisas, atelier, apresentações performáticas, dança, música, com o objetivo de trazer para o grande público, diferentes formas de pesquisas acadêmicas que abordam a temática da alteridade e da vida coletiva.
Entre as atividades que participei registro às conferências sobre o tema do xamanismo na Sibéria e reflexões bibliográficas sobre a morte, e, as comunicações de pesquisas de campo realizadas no Congo, Mali, India, Espanha, Tonga, abordando questões sobre espaço urbano, simbolismo e cultura material, dança tradicional e turismo, identidade e resistência política.

Programa de estudos


Em Paris para um período de estudos junto ao grupo coordenado pela professora Dra. Stefania Capone, no Centre d’études en sciences sociales du religieux, laboratório de estudos e pesquisas ligado a École de Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS).

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Livros e Carnaval


A antropóloga Maria Laura Cavalcanti, editora-chefe da revista “Sociologia&Antropologia”, indica 5 livros para entender o Carnaval.
https://www.nexojornal.com.br/estante/favoritos/2017/5-livros-para-entender-o-carnaval?utm_campaign=a_nexo_2017217_-_duplicado&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Modupé, meu amigo


Modupé, meu amigo foi escrito por Stefania Capone e Leonardo Carneiro pensando, em especial, no público escolar – alunos e professores do ensino fundamental e médio. O objetivo é apresentar ideias e noções primeiras sobre as religiões afro-brasileiras, que possam alargar os conhecimentos sobre o universo religioso e contribuir no combate a intolerância religiosa. 
Ao longo da história contada, o personagem principal mergulha no mundo sagrado dos orixás, das religiões afro-brasileiras e de tudo que os povos africanos criaram no Brasil. No final do livro um glossário é anexado, contendo a explicação sobre alguns dos termos presentes no texto.
O livro, editado pela Pallas (Rio de Janeiro) tem ilustrações de Victor Tavares.

Stefania Capone é antropóloga, estuda o candomblé brasileiro desde os anos de 1980. Atualmente é Diretora do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França e professora-pesquisadora do Centre d’études en sciences sociales du religieux – École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris, França. Entre seus livros, destacam-se “A busca da África no candomblé” e “os yoruba no Novo Mundo”.
Leonardo Carneiro é professor do curso de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFJF-MG. Escreveu tese sobre o candomblé e a umbanda no Rio de Janeiro. Foi iniciado no candomblé no Ilê Axé Ifá Monge Gibanauê (Queimados-RJ).  

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Povos e comunidades tradicionais de matriz africana


A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial disponibilizou em seu sítio eletrônico o download de suas recentes publicações, entre elas a Cartilha e o Caderno de Debates “Povos e comunidades tradicionais de matriz africana”.  
Segue o link de acesso:

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Nação Zamberacatu


Pelo quinto ano consecutivo o Nação Zamberacatu comemora o dia de Iemanjá com apresentações na Praia do Meio (Natal Rn), ao lado da estátua da divindade. O grupo é formado por j@vens comprometid@s com questões relacionadas à cultura afro-brasileira e, a maior parte d@s integrantes faz parte da casa de Babá Melqui (Extremoz Rn). Durante a apresentação do batuque, flores, muitas flores, eram colocadas pelas pessoas ao lado da estátua. Foram realizadas saudações para a rainha do mar e cantaram-se alguns dos seus pontos.

Iracema Albuquerque, idealizadora e organizadora do grupo foi lembrada e homenageada.

Um destaque importante desse dia foi a presença de um grande número de pessoas que estiveram no local para participar das homenagens. Estudantes, turistas, pessoas ligadas à religião e muitas outras pessoas, moradoras do entorno e da cidade.  O evento parece se consolidar no calendário desse público que foi a Praia do Meio. No entanto, precisa que os órgãos de cultura e turismo consigam ter olhos para enxergar o que acontece nas bordas da cultura.  

Hoje, o Nação Zamberacatu e a cultura afro-brasileira ocuparam um espaço público para falar de suas existências, resistências de mundos e de culturas. Esse ato cultural, fundamentalmente político, de conquista e de visibilidade positiva, é significativo para os processos de construções de pertencimentos, de histórias de vidas e de memórias culturais. E @s jovens estão sabendo fazer essas conquistas.

 

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

domingo, 29 de janeiro de 2017

Caboclos


O mês de Janeiro nas casas de candomblé, umbanda, jurema e demais práticas religiosas afro-brasileiras, é dedicado aos caboclos, que representa o primeiro habitante da terra brasileira, um ancestral. Como escrevi no livro “O reino dos mestres”, no universo da jurema, existem representações sobre o índio e sobre o caboclo. O índio é representado pela imagem de um personagem distante e abstrato, identificado pela ideia de “selvagem e forte”, enquanto que o caboclo remete à ideia do índio colonizado, envolvido com a sociedade branca dominante e como o resultado do entrecruzamento de diferentes etnias.
Ao longo desses anos de pesquisas tenho participado de muitas festas para caboclos.  Zé Pretinho, em Juazeiro do Norte (Ceará), dedicava vários dias, em seu centro, a tocar somente para os caboclos, concluindo as celebrações com rituais realizados na mata, como ele chamava o sítio, onde passavam o dia em atividades. Na casa de dona Terezinha Pereira, no Conjunto Soledade II (Natal), existia um verdadeiro banquete de frutas e mel, que eram distribuídos para toda a comunidade participante.   
Ontem a noite foi a vez do Terreiro de Jurema Mestre Benedito Fumaça, localizado em Mangabeira, realizar a festa para os caboclos, e, em especial, ao Caboclo Tamandaré. Sob a direção do Pai Freitas, a família e toda sua comunidade estiveram presentes para as festividades.   

Caboclos